quinta-feira, 12 de julho de 2007

Um controle remoto para o PVR

Uma das tarefas mais difíceis para quem está montando o seu próprio PVR é encontrar um controle remoto (transmissor) que tenha todas as teclas adequadas às funções do Settopbox. Desde que me interessei por PVRs feitos em casa nunca havia encontrado um controle que atendesse plenamente aos meus anseios até conhecer o site DVBShop. Esta loja virtual tem de tudo para quem pretende montar um PVR digital. Desde placas DVB até sensores IR e controles remotos bem interessantes. Fiquei bastante interessado no modelo abaixo:


Note o conjunto de teclas coloridas (vermelho, verde, amarelo e azul). Estas teclas tem fundamental importância no VDR uma vez que alguns menus deste PVR seguem este padrão de cores presentes em inúmeros controles de hoje (Sky, Pinnacle, Gradiente, Century, ...).

Além disso este controle tem quase todas as teclas fundamentais que um bom PVR necessita:

. Teclado numérico com alfabeto (bom para edição sem teclado);
. Controle de Volume (Vol+, Vol- e Mute);
. Navegação de vídeo (pause, stop, rec, play, forward e rewind);
. Navegação de Menus (Up, down, left, right e Ok);
. Mudança de canais (ch+ e ch-);
. Power (desligamento do STB);
. EPG (Guia de Programação);
. TV/Radio (Atalho para canais de TV ou Rádio).

Só faltaram as teclas MENU e OSD bem como PIP para satisfazer o desejo dos amantes do MythTV. Para o VDR está perfeito pois tem a tecla I que pode ser usada para acessar o menu do sistema enquanto que a tecla Exit permite escapar ou voltar para o menu anterior. A tecla POWER tem uma boa utilidade neste PVR pois ao pressioná-la o STB inicia o processo de desligamento caso nenhuma tecla seja pressionada em 5 segundos. Bem mais interessante do que no MythTV que exige navegação por menus até chegar na opção Shutdown sem direito a cancelar caso se arrependa.

Um outro ponto positivo deste controle remoto é a independência entre as teclas de navegação de menus (up, down, left, right e ok) e as teclas de Volume e Canal. Isto diminui a possibilidade de haver conflito quando da definição das funções de cada tecla. Apesar da diversidade de teclas o tamanho do controle ficou bastante reduzido se compararmos com outros modelos existentes no mercado e deve ser levado em consideração na hora da compra do dispositivo.

Mas nem tudo são flores neste mundo. O preço deste controle até que está muito bom, mesmo em dólar ($ 5,66). Aqui no Brasil um aparelho similar a este não custa menos que R$ 15,00. O problema reside no custo de envio da Europa para cá ficando no mínimo em $ 40,00 pela modalidade mais econômica. Alto demais para quem pretende obter apenas uma ou duas unidades. Estou estudando a possibilidade de adquirir algumas unidades deste controle mais alguma placa DVB para um novo PVR mas tenho medo de que quando o material chegar no Brasil receba a taxação de importação do governo brasileiro que geralmente fica em 60% do valor total (produto mais frete). Assim vai doer mais ainda no meu bolso.

Enquanto isso não ocorre fico imaginando como seria o meu PVR com este controle remoto ...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

LinVDR atualizado

Num post anterior sobre o VDR expus aos leitores do meu blog o sucesso obtido com este PVR a partir de uma distro chamada LinVDR. Apesar desta distro não apresentar atualização desde 2004 tudo funcionou perfeitamente o que me fez investir um pouco mais de tempo no projeto VDR. Ao que tudo indica esta distro morreu no tempo uma vez que parou na versão 0.7. Felizmente deixou herdeiros bem ativos. Descobri uma distro chamada ARVDR que descende da LinVDR com atualizações bem frequentes.

Apesar da página está em russo não tive nenhuma dificuldade em instalar a versão 0.5.2 e como já saiu a versão 0.5.3 vou testá-la para ver o que melhorou em relação a anterior que já está muito boa. Tem um mini tutorial em http://arvdr.free-x.de/wiki/index.php/Install. Nem precisa ler o que está escrito em russo pois basta seguir as imagens apresentadas e em poucos minutos você terá o VDR funcionando em seu micro com novos plugins e skins.

Baixe a imagem iso da última versão neste link http://arvdr.free-x.de/iso e divirta-se.

terça-feira, 19 de junho de 2007

VDR em Inglês

No post anterior ameacei entrar para um curso de alemão só para poder acompanhar o desenvolvimento do VDR mais de perto já que a maioria dos usuários deste projeto fala alemão. Sorte minha que encontrei um site que fala inglês e que tem um ótimo fórum do VDR. Compartilho com vocês leitores do meu blog este excelente e útil foŕum:

http://www.hoochvdr.info/index.php

Para ter acesso aos inúmeros temas deste fórum é preciso se cadastrar gratuitamente. Vale a pena.

Neste fórum tem desde simples dúvidas apresentadas pelos membros como tutoriais completos para implementação de settopbox a partir de distribuições bem populares como Suse, Gentoo e Debian. Tudo muito bem mastigadinho e com todos os arquivos fontes necessários. No momento estou trabalhando na implementação de um STB do VDR a partir de uma distro Debian.

Vamos ver no que é que dá ...

terça-feira, 12 de junho de 2007

MiniDVBLinux: mais uma distro VDR

Encontrei mais uma distribuição Linux voltada para o projeto VDR. Não tive tempo ainda para testá-la mas me pareceu bastante promissora uma vez que há várias opções para download cobrindo inúmeras situações (Full Featured, Budget, Stream Server, Stream Client, ...). Eis o link desta distro LiveCD:

http://www.minidvblinux.uni-klu.ac.at

Pelo visto vou ter que aprender alemão se quiser adotar o VDR como PVR para o meu Set Top Box.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

VDR no Brasil - Parte II

Aproveitei o final de semana prolongado para alterar alguns detalhes do meu STB (Set Top Box) baseado no VDR (Video Disk Recorder). A configuração anterior apesar de modesta dava conta do recado. Só relembrando ei-la:

. Placa mãe PCCHIPS m748lmrt;
. Processador P2 450 MHz (Slot 1);
. HD de 20 GB IDE ATA 100 - 5400 RPMs;
. Leitor de DVD;
. Placa DVB Full Featured Technotrend Premium;
. 128 MB de RAM DIMM PC133;
. Sensor de IR Serial Homebrew;
. Controle Remoto Pixelview Black;
. Fonte AT.

A placa DVB estava apresentando um problema de instabilidade na sintonia de canais. Pesquisando na internet descobri que isto é uma falha de projeto na alimentação do demodulador e que para corrigir o problema era necessário intervir cirurgicamente na placa o que me deixou com uma pulga atrás da orelha.

Decidi adicionar uma segunda placa DVB (Skystar 2 - Rev. 2.3) para resolver este problema e expandir os recursos do STB. Como a m748lmrt só tem um slot PCI e este já estava sendo ocupado pela Placa Technotrend tive que trocar a placa mãe por outra que permitisse a inserção de mais placas PCI. Optei por uma Gigabyte para processadores Celeron D e P4 soquete 478. Encontrei um processador Celeron D 2.13 GHz que estava perdido no meu estoque e que serve e até sobra neste projeto.

Com isso melhorei o desempenho de processamento do STB e ainda de quebra ampliei os recursos oferecidos pelo VDR. Agora posso fazer PIP (Picture In Picture) já que tenho dois tuners e posso agendar no mínimo duas gravações simultâneas em transponders (frequências) diferentes. Dependendo da combinação de transponders posso agendar bem mais do que isso já que alguns transponders oferecem mais de um canal de tv ou rádio (vários pids de áudio e vídeo).

O que mais tem me impressionado no projeto do VDR é a velocidade com que os transponders são ativados (lockados). Tenho usado placas DVB tanto em Linux quanto em Windows e nunca vi tamanho desempenho. Nem mesmo o meu Receptor Coship para o sistema DVB consegue mudar de canal com tamanha rapidez. Outro ponto forte do VDR são os plugins. Há vários plugins bem interessantes (Calendário, Relógio, Jogos, MP3, DVD, VCD, CD, ...) e novos poderão surgir.

O próximo passo será configurar o VDR para comandar uma chave diseqc 4/1 para sintonia de 4 satélites que tenho em mente (Brasilsat B3 e B4, Hispasat 1C e NSS 806 ou PAS 9). Com tal incremento o leque de canais de rádio e tv pularia dos atuais 46 para pelo menos 200. Pena que nenhum dos transponders destes 4 satélites tem serviço de EPG (Electronic Program Guide) o que aumentaria ainda mais o rol de funções do VDR.

Mas isto é assunto para um futuro post ...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

VDR no Brasil

Decidi dar um tempo ao MythTV e ao Knoppmyth para me dedicar um pouco ao VDR (Video Disk Recorder). Para quem não sabe o VDR é um projeto da comunidade opensource que visa transformar um PC comum num sistema multimídia com recursos ilimitados a partir de plugins desenvolvidos pela comunidade. Ele tem como centro as placas DVB (Digital Video Broadcasting) muito comuns na Europa e que aos poucos estão se tornando comuns aqui no Brasil graças aos provedores de banda larga via satélite como a raggio.

O que muitos não sabem é que além do serviço de internet via satélite oferecido por vários provedores do Brasil também é possível sintonizar inúmeros canais de TV e Rádio presentes nos vários satélites que tem footprint no Brasil. Isto porque estes satélites transmitem os seus sinais para o Brasil usando o sistema Europeu, chamado de DVB-s. Além dos satélites brasileiros (Brasilsat B2, B3 e B4) inúmeros outros latino-americano e até mesmo europeu operam no Brasil oferecendo canais abertos de rádio e televisão. Uma visita aos sites do Lyngsat e Brasilsat Digital torna-se suficiente para observar que é possível sintonizar pelo menos 26 canais (rádio e TV) digitais abertos somente no satélite brasileiro Brasilsat B4 (o mesmo usado pelos brasileiros para sintonia de canais analógicos). Entusiastas do setor estimam que há pelo menos uns 200 canais a nossa disposição nos vários satélites que cobrem o Brasil.

Quando tomei ciência do VDR fiquei entuasiasmado pois a qualidade de vídeo e áudio dos canais DVB é muito boa (similar a DVD). Infelizmente, tal recurso no MythTV anda meio precário apesar do bom suporte a placas DVB no Linux. Como o VDR já está bem maduro para o DVB pois foi concebido para tê-lo como atrativo principal decidi experimentá-lo. Dei sorte ao topar com uma distribuição Linux chamada LinVDR pelos motivos que listarei a seguir. O objetivo desta distro é justamente facilitar o processo de instalação do VDR que não é dos mais fáceis. Isto porque a maioria dos usuários dele está na Europa e fala alemão. Poucas são as páginas da internet que o menciona em outra língua mais acessível. O próprio LinVDR tem como língua padrão o alemão mas já há algumas partes do site traduzidas para o inglês. Além do LinVDR existem outras distros que facilitam a instalação do VDR: VDRLive e CTDVR ambas em francês.

De início achei o VDRLive bem mais atrativo por causa do seu boot gráfico (Boot Splash) mas como nunca obtive êxito desisti e fui atrás de uma outra opção. Encontrei no LinVDR a solução mais do que satisfatória. Esta distro foi desenvolvida baseada no seguinte requisito de hardware:

. Placa DVB Full Featured (MPEG 2 decoder por hardware e saída TV-Out);
. Receiver serial para controle remoto (Homebrew);
. Controle Remoto da placa DVB WintTV Nexus da Hauppauge.

Por coincidência tenho os três itens da lista. A minha placa DVB é uma Technotrend Premium que já não é mais fabricada mas tem um excelente suporte em Linux e que serviu de base para o projeto VDR no seu início. Hoje o VDR já suporta outras placas DVBs inclusive sem decoder MPEG 2 (Budget) como a Skystar 2 facilmente encontrada no Brasil no site da Ragio. Outra opção elegante é adquirir uma DXR3 (Hardware Decoder para DVD) e combinar com uma Skystar 2. A vantagem de se ter um Decoder MPEG 2 via hardware é que o requisito de CPU cai drasticamente. Veja o hardware que usei para implementar o meu LinVDR Box:

. Placa mãe PCCHIPS m748LMRT;
. P2 450 MHz;
. 128 MB de RAM DIMM PC133;
. HD de 20 GB IDE ATA 100;
. Leitor de DVD;
. Placa DVB Technotrend Premium (MPEG Decoder e TV-out);
. Sensor Infrared Serial Homebrew;
. Controle Remoto (Placa de Captura WintTV da Hauppauge).

Apesar do processador ser bem limitado para a função de captura e execução de vídeo e DVD fiquei satisfeito com o resultado obtido. Claro que tudo isso não seria possível se a placa DVB não efetuasse o trabalho pesado de decodificação MPEG 2 tanto para os canais de TV em DVB quanto para os filmes em DVD.

Para ter o meu Box VDR segui os seguintes passos:

. Baixe a imagem iso mais recente do LinVDR;
. Gravei-a num CD-RW;
. Configurei o SETUP da BIOS para dar boot pelo CD;
. Segui os passos do instalador reservando um HD de 20 GB para a instalação;
. Retirei o CD da bandeja e dei boot pelo HD.

Após a instalação algumas coisas já estavam funcionando como por exemplo o controle remoto e a saída TV-Out da placa DVB. Foi só ligar na TV e já dava para ver os menus OSD com as várias opções oferecidas pelo VDR. Tive que criar na unha um arquivo channels.conf com os canais do Satélite Brasilsat B4 a partir da lista de transponders deste satélite. Para isso usei o seguinte comando em uma outra estação linux (Kubuntu 7.04) dotada do pacote dvb-utils e de uma placa DVB (Skystar 2 da Technisat):

$ scan -o vdr BrasilsatB4-70.0W > channels.conf

Note que tive que criar o arquivo BrasilsatB4-70.0W com a lista de transponders deste satélite para gerar o arquivo channels.conf contendo os canais (rádio e TV).

Feito isso, tenho agora um excelente PVR com bom suporte a DVB e que roda num reles P2 450 MHz que estava encostado quase indo para o sucatão. Com este PVR estou executando as seguintes tarefas:

. Servidor de Arquivos via Samba;
. Sintonia de TV e Radio DVB;
. Gravação de programas de rádio e TV com qualidade digital;
. MP3 Player;
. DVD Player;
. Games (Tetris, Snake, ...);
. VCD Player;
. CD Audio Player.

Ainda falta ajustar alguns detalhes para ampliar os recursos deste PVR mas já estou mais que satisfeito com os atuais. Mas isto é assunto para um futuro post.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Novo PVR: Linux MCE

Estava à toa na net pesquisando sobre PVRs quando me deparei com um comentário sobre o Linux MCE. Fiquei tão entusiasmado com o pequeno comentário que não pude deixar de conferir os detalhes de mais este PVR do mundo Linux. Encontrei este link em que o autor do vídeo mostra o PVR em ação e faz uma ligeira comparação com o Windows Media Center da Microsoft.

Na verdade, eu já conhecia a idéia central do Linux MCE mas sob outro nome. Um projeto similar a ele chamado Pluto me chamou a atenção mas não dei importância imediata por achar que se tratava de um produto comercial devido a beleza do site do projeto. Depois que descobri que o mesmo era baseado em Linux e MythTV decidi fazer o download das imagens ISO mas como ando muito atarefado ultimamente não tive tempo para fazer um teste nesta distro. Já agendei o download do Linux MCE e assim que tiver um tempinho livre farei uma análise mais detalhada de ambos e posto aqui neste Blog.

Enquanto o KnoppMyth tem o Fluxbox como Gerenciador de Janelas e é construído com base no Debian puro, os idealizadores do MCE escolheram a distro Ubuntu como base para a implementação deste projeto. Recentemente eles adotaram o Kubuntu (KDE + Ubuntu) como distro oficial devido a problemas com o Gnome (Gerenciador de Janelas padrão do Ubuntu). Isto deve exigir uma boa máquina (memória e processador) uma vez que o KDE é bem pesado. Pelo visto terei que dá uma incrementada no meu micro se quiser pelo menos testar este PVR uma vez que tenho instalado o KM nele e de vez em quando a situação fica complicada.

Enquanto isso não acontece sigo firme na implementação da minha própria distro PVR baseada em Debian ETCH e MythTV. Até já dei um nome a ela: Mythian. Que tal?